Dr. Rogerio Gomes - Cirurgia Plástica - Florianópolis | Teste ajuda no tratamento do câncer
Teste genético que indica qual a melhor forma de combater a doença
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Teste genético ajuda a personalizar tratamento do câncer de mama

Teste genético ajuda a personalizar tratamento do câncer de mama

Saiu na Revista Galileu uma matéria sobre um novo teste genético que indica qual é a melhor forma para o tratamento do câncer de mama:

Brasileiras que enfrentam o câncer de mama poderão contar, em um futuro próximo, com uma versão nacional (e bem mais barata) de um teste genético que indica qual a melhor forma de combater a doença.

Hoje, quem quiser fazer essa avaliação precisa recorrer a opções internacionais, como o Oncotype DX, que custa cerca de US$ 3 mil. Já o exame brasileiro, desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Medicina do ABC, custa aproximadamente R$ 1,2 mil. A previsão é que ele chegue ao mercado em, no máximo, três anos.

O exame avalia 21 genes. Dentre esses, seis têm uma maior expressão no câncer de mama e são associados a fatores como sobrevivência celular, capacidade de metástase e sensibilidade à ação hormonal. Os outros cinco não têm ligação com a doença, mas são importantes para o controle de qualidade do teste, ajudando a validar a metodologia.

A partir dessa análise, que atribui diferentes valores a cada gene, é possível chegar a um score, que vai de 0 a 30. Com esse score em mãos, o profissional pode prever como a paciente vai responder ao tratamento, o que permite adotar uma abordagem personalizada, afirma Fernando Fonseca, coordenador laboratorial do projeto e vice-diretor da FMABC.

“A quimioterapia traz um ganho, mas tem um custo elevado e causa efeitos colaterais. Então será que uma paciente com score baixo precisa mesmo passar por uma quimio? Com esse exame genético, podemos repensar protocolos de tratamento, rever os custos envolvidos e aumentar  a qualidade de vida dessas mulheres.”

O grande diferencial da versão brasileira é que, em vez de analisar os genes um a um, os pesquisadores conseguiram agrupá-los em “combos”, o que permite avaliar vários genes de uma só tacada. Um desses combos, por exemplo, reúne todos os genes que estão envolvidos no processo de proliferação celular.  A novidade simplifica – e, consequentemente, barateia – boa parte da análise laboratorial.

Para comprovar a eficácia dessa ideia, foi feito um estudo com 167 mulheres com câncer de mama em diferentes estágios (I, II e III), encaminhadas pelo Hospital Estadual Mario Covas, de Santo André, pelo Hospital de Câncer de Barretos e pelo Hospital Israelita Albert Einstein. O trabalho, coordenado pelo professor Auro del Giglio, contou com o apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo) e durou cinco anos. Também participaram do projeto Beatriz Alves, Flavia de Sousa e Renata Kuniyoshi.

Após confirmar que é possível substituir a avaliação individual de cada gene por esses combos, a equipe agora se prepara para dar o próximo passo. A nova meta é pesquisar como o exame pode ser incorporado à prática clínica. Essa etapa deve durar mais dois ou três anos, segundo Fernando Fonseca. “Nosso desafio é discutir com a equipe da área clínica a importância de saber interpretar esse score, para termos segurança de que estamos escolhendo o que é melhor para a paciente.”

Fonte: Revista Galileu.

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