Dr. Rogerio Gomes - Cirurgia Plástica - Florianópolis | Rosto é reconstruído em cirurgia plástica
Ex-bombeiro tem rosto reconstruído em nova cirurgia plástica
clínica de cirurgia, cirurgia plástica, tecnologia, medicina
5311
post-template-default,single,single-post,postid-5311,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-theme-ver-10.1.1,wpb-js-composer js-comp-ver-5.0.1,vc_responsive

Ex-bombeiro tem rosto reconstruído em nova cirurgia plástica

Ex-bombeiro tem rosto reconstruído em nova cirurgia plástica

O ex-bombeiro Pat Hardison, de 41 anos, que havia sido sofrido queimaduras terríveis durante o combate a um incêndio em 2001, recebeu um novo implante de rosto, uma cirurgia de 26 horas de duração, onde tinha 50% de chance de morrer. O transplante foi considerado o mais longo e arriscado da história. Com este procedimento cirúrgico, o ex-bombeiro conquistou um novo rosto e deve recuperar a visão.

Realizada pelo cirurgião plástico,  Eduardo Rodriguez da New York Langone Medical Center, o transplante foi possível por conta de um doador, um mecânico de bicicletas do Brooklyn que morreu após um acidente.

Após o acidente Hardison recebeu um transplante feito com pele transferida de suas coxas, mas nos anos seguintes ele teve que ser submetido a 71 procedimentos, com uma média de sete por ano, e se tornou dependente de analgésicos, o que arruinou a vida de sua família.

13-face-transplant-2.nocrop.w529.h373

 

Hardison com cirurgia plástica feita com pele de suas coxas.1533

Hardison após transplante, com seu novo rosto.

Transplantes faciais ainda são incomuns, apesar deste tipo de procedimento ser feito há mais de 10 anos. O primeiro transplante parcial foi feito em 2005 em uma mulher francesa mordida por um cão. Nos EUA a primeira cirurgia plástica do tipo foi feita em 2008 em uma mulher atingida por um tiro disparado por seu marido quatro anos antes. Já em 2010 um fazendeiro espanhol de 31 anos, que atirou no próprio rosto acidentalmente, recebeu o que é descrito como o primeiro transplante facial completo. Em 2011 um profissional da construção civil nos EUA que sofreu um acidente causado por fios de alta tensão recebeu nariz, lábios, pele, músculo e nervos.

O rosto que o ex-bombeiro recebeu foi o terceiro oferecido a ele: o primeiro teve o consentimento da família negado, o segundo, de uma mulher, foi recusado por Hardison e o terceiro foi o do ex-mecânico.

O Dr. Rodriguez detalhou à reportagem o procedimento, que teve complicações. A veia jugular do ex-bombeiro era maior do que a do doador, o que exigiu perícia do cirurgião plástico: Hardison perdeu muito sangue e a saída foi inserir uma jugular em um furo feito minuciosamente em um dos lados da outra.

Hardison agora está em recuperação. O ex-bombeiro tomará imunossupressores pelo resto da vida e, segundo o Dr. Rodriguez, haverá rejeição – a questão é quando. O cirurgião plástico estima que três das cinco pessoas que receberam transplantes faciais ao redor do mundo morreram após o novo tecido ter sido rejeitado pelo corpo.

Entretanto, um dos filhos de Hardison afirmou ao repórter: “Quando vejo seu rosto quero memorizá-lo. Assim, da próxima vez que vê-lo, sei que é meu pai”.

Mais de 100 médicos, enfermeiros e profissionais técnicos e de apoio participaram da cirurgia de 26 horas, realizada em agosto de 2015. Agora, três meses depois, Pat ainda está em recuperação, mas deve voltar a enxergar normalmente após outro procedimento cirúrgico.

Eventualmente, “um observador não poderá notar nada de estranho na nova face de Hardison, que será uma mistura de traços de sua face original e do doador”, afirmou Dr. Rodriguez.

“Eu costumava ser encarado o tempo todo, mas agora sou apenas um cara comum”, disse Pat.

Fonte: Bolsa de mulher e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

No Comments

Post A Comment